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12 ônibus são atacados e um motorista fica ferido em Fortaleza

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) confirmou que pelo menos 12 ônibus foram atacados nesta quarta-feira (19) em diferentes bairros de Fortaleza e Região Metropolitana. Com estes ataques, subiu para 55 o número de veículos de transporte coletivo incendiados no estado desde 2014, conforme o sindicato das empresas de ônibus. Passageiros relatam que parte dos ônibus deixaram de circular.

Segundo o sindiônibus, um motorista sofreu queimaduras em um incêndio provocado no transporte em que estava.
A Secretaria da Segurança ainda não se pronunciou sobre o que teria motivado a série de ataques. Até o momento, não há confirmação de pessoas presas por envolvimento nos incêndios. Uma carta recolhida pela Polícia Militar na Barra do Ceará, em um dos locais onde um ônibus foi queimado, faz ameaças, e cita mudanças em presídios.

Após os ataques, o Sindiônibus solicitou reforço no policiamento. “Diante desses fatos, estamos envidando esforços junto às autoridades do Estado para que possamos ter segurança para restabelecermos o serviço de transporte de passageiros com a total preservação da vida de trabalhadores, usuários e do patrimônio das empresas”, informou em nota o sindicato.
“Os trabalhadores do transporte e empresários do setor estão aterrorizados diante de tanta violência e da real e verdadeira ameaça à integridade física e à própria vida dos trabalhadores e dos usuários do transporte coletivo”, acrescentou.

Ataques

Dentre as ocorrências, foram registrados incêndios nos bairros Edson Queiroz, Barra do Ceará e Barroso, na capital, e nos municípios de Eusébio e Horizonte. Devido aos ataques, pelo menos três terminais de ônibus suspenderam as atividades.
Conforme o tenente-coronel Lima, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), criminosos pararam um ônibus na Barra do Ceará e mandaram os ocupantes descerem. Logo em seguida, eles queimaram o veículo e fugiram. A polícia realiza buscas para tentar identificar e prender os suspeitos.

Já a professora Lídia Bandeira contou ao G1 que estava em casa no Bairro Edson Queiroz com uma amiga quando ouviu um barulho alto, achou que fosse uma batida, mas quando chegou à frente da casa avistou um ônibus em chamas.
Usuários do transporte público também relaram ao G1 que as conduções passaram por diversos bairros em direção às garagens das empresas, sem parar nos pontos de ônibus.

Cagece e Enel

Carros de empresas distribuidoras de água e energia elétrica também foram alvo de ataques na tarde desta quarta-feira. Em nota, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) confirma que dois veículos da empresa foram incendiados nos Bairros Vila União e Conjunto Palmeiras, em Fortaleza. A empresa, diz a nota, acionou os órgãos de segurança pública para que sejam tomadas providências.

Já a Enel Distribuição Ceará, companhia de energia elétrica do estado, informa que durante os ataques aos ônibus, um carro da companhia foi incendiado e o outro atingido por disparos de arma de fogo no bairro Cidade dos Funcionários. A companhia afirma que repudia atos de violência e acrescenta que os colaboradores da empresa não foram feridos.

Ataques na Região Metropolitana

Dois ônibus foram incendiados simultaneamente nas cidades de Eusébio e Horizonte. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados ao local da ocorrência no intuíto de debelar as chamas e tentar identificar os suspeitos do crime.
Uma moradora de Horizonte disse ao G1 que viu o ataque na cidade. “Chegaram três homens, não estavam encapuzados, no distrito de Dourado, nunca ocorreu isso em Horizonte, principalmente, neste distrito, que fica afastado do centro, pediram para os passageiros descer, jogaram gasolina e queimaram o ônibus”, relatou.

Equipes do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará foram acionadas para os locais onde os ônibus foram atacados. A capitã dos Bombeiros Juliane Freire informou que o trabalho das equipes segue em andamento para atender aos chamados e debelar os incêndios já confirmados.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) disse que teve conhecimento dos ataques e não recebeu informações de que haja feridos.

Por G1/CE

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